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Por [Seu Nome] | Publicado em [Data] | ISTOÉ DINHEIRO
O Banco Central (BC) está prestes a implementar uma mudança significativa no sistema de pagamentos brasileiro: o Split Payment, um mecanismo que permitirá a divisão automática de valores entre diferentes participantes de uma transação. Embora a medida seja apresentada como uma forma de aumentar a concorrência e reduzir custos, especialistas alertam que os bancos tradicionais podem lucrar ainda mais com um verdadeiro “pedágio” sobre o Pix e os pagamentos com cartão.
Mas como isso funciona na prática? Quem ganha e quem perde com essa novidade? E o que o consumidor precisa saber? Neste artigo, vamos explicar em detalhes como o Split Payment vai impactar o mercado financeiro, os custos para lojistas e consumidores, e por que os bancos podem sair como os grandes beneficiados.
O Split Payment (ou “pagamento dividido”) é um sistema que permite que o valor de uma transação seja automaticamente repartido entre diferentes partes envolvidas no momento do pagamento. Por exemplo:
Atualmente, essa divisão é feita manualmente ou por meio de acordos entre as partes, o que pode gerar atrasos, erros e custos adicionais. Com o Split Payment, o processo será automático e instantâneo, integrado diretamente ao Pix e aos pagamentos com cartão.
O Banco Central já está trabalhando na implantação do Split Payment como parte do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), que inclui o Pix. A ideia é que, a partir de 2025, as instituições financeiras possam oferecer esse serviço de forma padronizada.
Imagine que você compra um produto de R$ 100 no Mercado Livre:
Sem o Split Payment, o Mercado Livre teria que receber o valor total (R$ 100), depois repassar manualmente os valores para o lojista e a transportadora, o que pode levar dias. Com o novo sistema, a divisão é instantânea, mas cada parte envolvida pode pagar uma taxa.
A grande polêmica em torno do Split Payment é que os bancos tradicionais e as adquirentes (como Cielo e Rede) podem usar o sistema para aumentar suas receitas, cobrando taxas adicionais sobre cada divisão de pagamento.
Atualmente, quando um lojista recebe um pagamento via Pix ou cartão, ele paga uma taxa única para o banco ou adquirente. Com o Split Payment, cada divisão do valor pode gerar uma nova cobrança.
Os bancos tradicionais (Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil) já dominam o mercado de adquirência (cartões) e Pix. Com o Split Payment, eles terão ainda mais poder de negociação, pois:
Se os lojistas tiverem que pagar mais taxas, é provável que parte desse custo seja repassada ao consumidor final, seja por meio de:
| Quem Ganha | Quem Perde |
|---|---|
| Bancos tradicionais (Itaú, Bradesco, Santander) – mais receita com taxas. | Lojistas e pequenos negócios – custos mais altos com taxas de divisão. |
| Grandes marketplaces (Mercado Livre, Amazon) – maior controle sobre repasses. | Fintechs e bancos digitais – dificuldade em competir com taxas baixas. |
| Adquirentes (Cielo, Rede, Stone) – novas fontes de receita. | Consumidores – possível aumento de preços. |
| Banco Central – maior eficiência no sistema de pagamentos. | Empresas com modelos de negócio complexos (ex.: delivery, assinaturas) – mais burocracia. |
O Banco Central defende que o Split Payment trará mais eficiência e transparência ao sistema de pagamentos, além de reduzir fraudes e atrasos nos repasses. Segundo o BC:
“O Split Payment permitirá que as transações sejam liquidadas de forma mais rápida e segura, beneficiando tanto lojistas quanto consumidores. Além disso, a padronização do sistema aumentará a concorrência entre as instituições financeiras.”
No entanto, especialistas em mercado financeiro alertam que, sem uma regulação rígida, os bancos podem abusar das taxas, transformando o Split Payment em um novo “pedágio” sobre o Pix e os cartões.
O Split Payment tem o potencial de modernizar o sistema de pagamentos brasileiro, trazendo mais agilidade e transparência para transações complexas. No entanto, sem uma regulação clara, os bancos tradicionais podem se beneficiar excessivamente, cobrando taxas abusivas e aumentando os custos para lojistas e consumidores.
No fim das contas, o Split Payment pode ser uma ótima ferramenta, mas só se for implementado de forma justa e equilibrada. Caso contrário, corre o risco de se tornar mais um “pedágio” no bolso dos brasileiros.
O Banco Central planeja iniciar a implementação em 2025, com testes piloto ainda em 2024.
Não diretamente, mas as taxas de divisão podem aumentar os custos para lojistas, que podem repassar isso aos consumidores.
O Banco Central será responsável por regulamentar as taxas, mas os bancos terão liberdade para definir seus próprios valores.
Não, mas marketplaces e grandes empresas provavelmente adotarão o sistema para agilizar repasses.
Infográfico: Como funciona o Split Payment
Gráfico: Quem ganha e quem perde com o Split Payment
Imagem: Banco Central e o Pix
Ilustração: Pedágio no Pix
Tabela: Comparação de custos antes e depois do Split Payment
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Este artigo foi produzido com base em informações públicas e análises de especialistas em mercado financeiro.