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Por [Seu Nome] | Publicado em [Data]
O Irã tem sido um dos países mais ativos no uso de criptomoedas para contornar sanções internacionais. Recentemente, uma investigação da Reuters revelou um esquema impressionante: a família mais poderosa do Irã fundou a maior exchange de criptomoedas do país, usada pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) para movimentar milhões de dólares em transações ocultas.
Neste artigo, vamos explorar:
✅ Quem é a família por trás da exchange?
✅ Como o IRGC usa criptomoedas para burlar sanções?
✅ Quais são os riscos e implicações geopolíticas?
✅ Como funciona a exchange e seu papel no mercado iraniano?
No centro desse esquema está a família Makarem, uma das mais influentes do Irã, com laços profundos com o regime e o IRGC.

(Fonte: Wikimedia Commons)
O Aiatolá Naser Makarem Shirazi é um dos clérigos mais poderosos do Irã, conhecido por suas posições conservadoras e influência política. Ele é um dos marjas (autoridades religiosas supremas) do xiismo e tem conexões diretas com o Líder Supremo, Ali Khamenei.
Sua família controla empresas, bancos e agora uma exchange de criptomoedas, que se tornou a maior do país.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) é uma força militar e econômica poderosa no Irã, responsável por operações secretas, tráfico de armas e financiamento de grupos como o Hezbollah.
A família Makarem tem laços estreitos com o IRGC, o que permitiu que sua exchange se tornasse uma ferramenta essencial para movimentar dinheiro sem ser detectado pelas sanções dos EUA e da UE.
A exchange em questão é a Nobitex, a maior plataforma de criptomoedas do Irã, fundada em 2018 por Mohammad Javad Azari Jahromi, ex-ministro de Tecnologia da Informação e Comunicações do Irã.

(Fonte: Nobitex.ir)
A Nobitex permite que usuários iranianos comprem e vendam Bitcoin (BTC), Tether (USDT) e outras criptomoedas sem depender de bancos internacionais.
✔ Transações em rial iraniano (IRR) – Evita o uso de dólares, contornando sanções.
✔ Parcerias com bancos locais – Facilita depósitos e saques em moeda local.
✔ Uso de stablecoins (USDT) – Permite transferências internacionais sem rastreamento.
✔ Serviços de OTC (Over-the-Counter) – Grandes transações são feitas fora da bolsa, dificultando o rastreamento.
Segundo a Reuters, o IRGC utiliza a exchange para:
🔹 Financiar operações no exterior (Hezbollah, milícias no Iraque e Síria).
🔹 Comprar equipamentos militares (drones, mísseis, tecnologia de vigilância).
🔹 Lavagem de dinheiro – Convertendo fundos ilícitos em criptomoedas.
🔹 Contornar sanções – Evitando o sistema bancário tradicional.
Desde a saída dos EUA do acordo nuclear (JCPOA) em 2018, o Irã enfrenta sanções econômicas severas, que restringem seu acesso ao sistema financeiro global.
🔸 Bloqueio ao SWIFT – Bancos iranianos foram desconectados do sistema internacional.
🔸 Dificuldade em importar/exportar – Empresas não conseguem pagar fornecedores estrangeiros.
🔸 Inflação e desvalorização do rial – A moeda iraniana perdeu mais de 90% de seu valor desde 2018.
As criptomoedas se tornaram uma alternativa viável para:
✅ Comércio internacional (importação de alimentos, medicamentos, tecnologia).
✅ Financiamento de grupos aliados (Hezbollah, Hamas, milícias xiitas).
✅ Lavagem de dinheiro (via exchanges não regulamentadas).
O uso de criptomoedas pelo IRGC e pela elite iraniana levanta sérias preocupações:
Apesar dos riscos, o governo iraniano não pretende proibir as criptomoedas. Pelo contrário, está regulamentando o setor para controlar melhor as transações.
📌 Licenciamento de exchanges – Apenas plataformas autorizadas podem operar.
📌 Imposto sobre transações – O governo quer tributar ganhos com cripto.
📌 Mineração regulamentada – O Irã é um dos maiores mineradores de Bitcoin do mundo, devido à energia barata.
✔ Mais repressão contra exchanges não regulamentadas – O governo pode fechar plataformas suspeitas.
✔ Aumento do uso de stablecoins (USDT, USDC) – Para evitar volatilidade.
✔ Maior vigilância dos EUA e UE – Novas sanções podem atingir exchanges iranianas.
A Nobitex e a família Makarem representam um novo capítulo na guerra financeira entre o Irã e o Ocidente. Enquanto o regime usa criptomoedas para sobreviver às sanções, os EUA e seus aliados buscam formas de bloquear essas transações.
O que está claro é que as criptomoedas se tornaram uma arma poderosa nas mãos de governos sancionados, e o Irã está na vanguarda desse movimento.
E você, o que acha desse uso das criptomoedas pelo IRGC? Deixe sua opinião nos comentários!
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(Imagens usadas são meramente ilustrativas. Para versões reais, consulte as fontes citadas.)