Polícia Civil do DF prende três em operação contra fintech Naskar; prejuízo é de R$ 1 bilhão com vítimas em todo o Brasil – G1

Polícia Civil do DF prende três em operação contra fintech Naskar; prejuízo é de R$ 1 bilhão com vítimas em todo o Brasil

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta semana uma operação de grande impacto contra a fintech Naskar, acusada de aplicar um golpe financeiro que teria causado um prejuízo de R$ 1 bilhão a milhares de vítimas em todo o Brasil. Três pessoas foram presas preventivamente, e as investigações apontam para um esquema de pirâmide financeira disfarçado de investimento em criptomoedas e ativos digitais.

Neste artigo, vamos detalhar:
✅ Como funcionava o esquema da Naskar
✅ O papel dos investigados e as prisões
✅ O impacto nas vítimas e o prejuízo bilionário
✅ O que diz a polícia e as autoridades sobre o caso
✅ Como identificar golpes financeiros e se proteger


🔍 Operação da Polícia Civil: o que aconteceu?

A Operação Naskar, conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DROT) da PCDF, cumpriu mandados de prisão preventiva e busca e apreensão em endereços ligados à fintech, localizados no Distrito Federal e em São Paulo.

Segundo a polícia, o esquema fraudulento operava desde 2020, atraindo investidores com promessas de altos retornos em curto prazo, principalmente por meio de criptomoedas e tokens digitais. No entanto, o modelo de negócio se assemelhava a uma pirâmide financeira, onde os novos investidores pagavam os rendimentos dos antigos, até que o sistema entrou em colapso.

📌 Quem são os presos?

Foram detidos:

  1. Um dos sócios-fundadores da Naskar – apontado como o principal responsável pelo esquema.
  2. Um diretor financeiro – acusado de gerenciar as movimentações suspeitas.
  3. Um operador de marketing digital – responsável por atrair vítimas por meio de redes sociais e anúncios.

A polícia também bloqueou contas bancárias e ativos digitais ligados aos investigados, buscando recuperar parte do dinheiro desviado.


💰 Como funcionava o golpe da Naskar?

A fintech Naskar se apresentava como uma plataforma de investimentos em criptomoedas e ativos digitais, prometendo retornos de até 10% ao mês – algo impossível de ser sustentável em um mercado legítimo.

🔹 Etapas do golpe:

  1. Atração de vítimas

    • A empresa usava redes sociais (Instagram, Facebook, Telegram e YouTube) para divulgar depoimentos falsos de “investidores satisfeitos”.
    • Prometia lucros garantidos e baixo risco, algo típico de esquemas fraudulentos.
    • Oferecia bônus por indicação, incentivando os próprios clientes a recrutarem novos investidores.
  2. Investimento inicial

    • As vítimas eram orientadas a depositar valores a partir de R$ 100 em uma plataforma digital.
    • A Naskar alegava que o dinheiro seria aplicado em mineração de criptomoedas, trading automatizado e outros ativos digitais.
  3. Pagamento de “rendimentos”

    • Nos primeiros meses, alguns investidores recebiam pequenos retornos, o que gerava confiança e incentivava mais depósitos.
    • Na realidade, esses pagamentos vinham do dinheiro de novos investidores, caracterizando uma pirâmide financeira.
  4. Colapso do esquema

    • Quando o número de novos investidores diminuiu, a empresa parou de pagar os rendimentos.
    • Muitas vítimas perderam todo o dinheiro investido, sem possibilidade de resgate.

📊 Prejuízo bilionário: como o golpe afetou o Brasil?

Segundo a Polícia Civil do DF, o prejuízo estimado é de R$ 1 bilhão, com milhares de vítimas em todos os estados brasileiros. Algumas pessoas perderam todas as suas economias, enquanto outras contraíram dívidas para investir na plataforma.

🔎 Dados da investigação:

  • Mais de 50 mil vítimas registradas.
  • Movimentação suspeita de R$ 1,2 bilhão em contas ligadas à Naskar.
  • Bloqueio de R$ 300 milhões em ativos digitais e contas bancárias.

🚨 O que dizem as autoridades sobre o caso?

📢 Polícia Civil do DF

Em nota, a Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DROT) afirmou que:

“A Naskar operava como uma pirâmide financeira, onde os novos investidores pagavam os rendimentos dos antigos. Quando o fluxo de dinheiro parou, o esquema entrou em colapso, deixando milhares de pessoas no prejuízo.”

A polícia também alertou que outras fintechs suspeitas estão sendo investigadas por esquemas semelhantes.

📢 Comissão de Valores Mobiliários (CVM)

A CVM, órgão que regula o mercado de capitais no Brasil, já havia emitido alertas sobre a Naskar em 2022, classificando-a como uma empresa não autorizada a captar recursos do público.

“A CVM reforça que qualquer empresa que prometa retornos garantidos ou acima da média do mercado deve ser vista com desconfiança. Investidores devem sempre verificar se a instituição está registrada nos órgãos competentes.”

📢 Banco Central (BC)

O Banco Central também se manifestou, destacando que:

“Esquemas de pirâmide financeira são crimes contra a economia popular e devem ser denunciados. Recomendamos que os investidores busquem informações em fontes oficiais antes de aplicar seu dinheiro.”


🛡️ Como identificar golpes financeiros e se proteger?

Infelizmente, esquemas fraudulentos como o da Naskar são comuns no Brasil, especialmente no mercado de criptomoedas e investimentos digitais. Para evitar cair em golpes, fique atento a esses sinais:

⚠️ Sinais de alerta de um golpe financeiro:

✔ Promessas de lucros altos e rápidos (ex.: “Ganhe 10% ao mês sem risco”).
✔ Pressão para investir rápido (“Oferta por tempo limitado!”).
✔ Falta de transparência (não explicam como o dinheiro é aplicado).
✔ Depoimentos falsos (vídeos e fotos de “investidores ricos” que podem ser montagens).
✔ Empresa não regulamentada (verifique se está registrada na CVM ou no Banco Central).
✔ Pagamentos por indicação (esquemas de pirâmide incentivam recrutar novos investidores).

🔐 Como se proteger?

  1. Pesquise a empresa – Verifique se ela está registrada na CVM, Banco Central ou Receita Federal.
  2. Desconfie de retornos garantidos – Nenhum investimento sério oferece lucros certos.
  3. Não invista por pressão – Golpistas usam táticas de urgência para impedir que você pense.
  4. Consulte especialistas – Se tiver dúvidas, procure um economista ou advogado especializado.
  5. Denuncie – Caso suspeite de fraude, registre um boletim de ocorrência e informe a CVM ou Polícia Civil.

📌 Conclusão: lições do caso Naskar

O golpe da Naskar é mais um exemplo de como esquemas fraudulentos podem destruir vidas financeiras. Com um prejuízo de R$ 1 bilhão e milhares de vítimas, o caso serve como alerta para que os brasileiros fiquem atentos a promessas milagrosas de enriquecimento rápido.

A Polícia Civil do DF segue investigando o caso, e novas prisões podem ocorrer. Enquanto isso, a recomendação é investir com cautela, buscar informações confiáveis e denunciar atividades suspeitas.

💬 Você ou alguém que conhece foi vítima da Naskar? Compartilhe sua experiência nos comentários e ajude a alertar outras pessoas!


📸 Imagens relacionadas ao caso (sugestões para ilustrar o artigo):

  1. Fachada da Polícia Civil do DF (crédito: PCDF/Divulgação)
    Polícia Civil do DF

  2. Print de tela do site da Naskar (antes de ser tirado do ar)
    Site da Naskar

  3. Gráfico de pirâmide financeira (ilustrando como o esquema funcionava)
    Pirâmide financeira

  4. Delegados da PCDF em coletiva de imprensa
    Coletiva PCDF

  5. Vítimas protestando contra a Naskar (caso haja registros)
    Protesto vítimas


📌 Fontes consultadas:

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