Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124
Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124

Por [Seu Nome] – [Data]
Um caso inusitado chamou a atenção da polícia e da sociedade em Minas Gerais: um homem foi preso após enviar 15 PIX de 1 centavo para uma mulher com quem tinha uma medida protetiva em vigor. O ato, aparentemente inofensivo, foi interpretado como uma forma de assédio e descumprimento da ordem judicial, resultando em sua detenção.
Neste artigo, vamos detalhar o caso, explicar o que é uma medida protetiva, como o PIX foi usado como ferramenta de perseguição e quais as consequências legais para quem descumpre essa determinação.
Segundo o G1 Minas, o homem, identificado apenas como R.S., enviou 15 transferências via PIX no valor de 1 centavo cada para a conta de uma mulher com quem ele tinha uma medida protetiva expedida pela Justiça.
A vítima relatou que, além dos PIX, ele também enviou mensagens dizendo: “Quero te ver”, o que reforçou a suspeita de que o objetivo era manter contato e intimidá-la, mesmo após a proibição judicial.
A mulher registrou um boletim de ocorrência e apresentou as provas à polícia, que identificou o remetente dos PIX. Como o envio de valores, mesmo que mínimos, configura contato indireto, o homem foi preso por descumprimento de medida protetiva, previsto na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006).
A medida protetiva é uma determinação judicial que visa proteger vítimas de violência doméstica e familiar, impedindo que o agressor se aproxime, entre em contato ou pratique qualquer ato que possa ameaçar a integridade física ou psicológica da vítima.
De acordo com a Lei Maria da Penha, as medidas podem incluir:
✅ Proibição de aproximação (distância mínima da vítima, familiares e testemunhas);
✅ Proibição de contato (por telefone, redes sociais, e-mail, PIX, etc.);
✅ Suspensão de visitas aos filhos (em casos de violência contra a criança);
✅ Afastamento do lar (se o agressor morar com a vítima);
✅ Proibição de porte de armas (se o agressor tiver registro).
O descumprimento de uma medida protetiva é considerado crime, com pena de 3 meses a 2 anos de detenção, conforme o Artigo 24-A da Lei Maria da Penha.
No caso de R.S., mesmo que os PIX fossem de apenas 1 centavo, a Justiça entendeu que houve tentativa de contato, o que configura violação da ordem judicial.
Com o avanço da tecnologia, os agressores têm encontrado novas formas de perseguir suas vítimas, mesmo à distância. O PIX, por ser instantâneo e rastreável, tem sido usado como ferramenta de assédio e intimidação.
Não é a primeira vez que transferências bancárias são usadas para incomodar ou ameaçar alguém. Alguns exemplos:
Se você é vítima de perseguição via PIX ou qualquer outro meio digital, siga estas dicas:
✔ Bloqueie o agressor em todas as plataformas (banco, redes sociais, e-mail);
✔ Documente tudo (prints de mensagens, extratos bancários, registros de ligações);
✔ Comunique à polícia e peça uma medida protetiva;
✔ Altere suas senhas e ative a autenticação em duas etapas em contas bancárias e redes sociais.
O caso de R.S. serve como alerta: descumprir uma medida protetiva é crime e pode levar à prisão em flagrante.
O caso do homem que enviou 15 PIX de 1 centavo mostra que qualquer forma de contato pode ser considerada violação de medida protetiva, mesmo que pareça insignificante.
A Lei Maria da Penha existe para proteger mulheres e garantir que agressores sejam responsabilizados. Se você ou alguém que conhece está sofrendo violência doméstica, denuncie:
📞 Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher)
🚔 190 (Polícia Militar)
🏛 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM)
Nenhuma forma de assédio ou perseguição deve ser tolerada!
Gostou do artigo? Compartilhe nas redes sociais e ajude a conscientizar mais pessoas sobre a importância de respeitar medidas protetivas! 🚨💜