Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124
Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124

Por [Seu Nome] | Publicado em [Data]
Em um caso que chamou a atenção das redes sociais e da mídia brasileira, um homem foi preso após enviar 15 transferências via Pix de apenas um centavo para sua ex-companheira. O ato, aparentemente inofensivo, foi considerado uma violação de medida protetiva pela Justiça, resultando em sua detenção.
O episódio levanta debates importantes sobre violência psicológica, stalking digital e o cumprimento de medidas protetivas no Brasil. Neste artigo, vamos analisar o caso em detalhes, explicar o que diz a lei e discutir como pequenas ações podem configurar crimes graves.
De acordo com a CNN Brasil, um homem de São Paulo enviou 15 transferências via Pix no valor de R$ 0,01 cada para sua ex-namorada. As transações foram realizadas em um curto período, o que chamou a atenção da vítima.
A mulher, que já possuía uma medida protetiva contra o ex-companheiro, interpretou os envios como uma forma de assédio e intimidação. Ela registrou um boletim de ocorrência, e a Justiça entendeu que o ato configurava descumprimento da medida protetiva, resultando na prisão preventiva do homem.
À primeira vista, enviar R$ 0,15 pode parecer insignificante. No entanto, a Justiça considerou que:
✅ Intenção de Assédio: O envio repetitivo de valores simbólicos pode ser interpretado como uma forma de perseguição psicológica, especialmente quando há histórico de relacionamento abusivo.
✅ Violação de Medida Protetiva: A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) proíbe qualquer forma de contato com a vítima, mesmo que indireto. O Pix, nesse caso, foi considerado uma tentativa de comunicação.
✅ Stalking Digital: A prática de enviar mensagens ou transações repetitivas com o intuito de incomodar pode ser enquadrada como perseguição (stalking), crime previsto no Artigo 147-A do Código Penal, com pena de 6 meses a 2 anos de prisão.
A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) estabelece medidas para proteger mulheres vítimas de violência doméstica. Entre as proibições, estão:
O descumprimento de medida protetiva é crime, com pena de 3 meses a 2 anos de detenção (Artigo 24-A da Lei Maria da Penha).
O Artigo 147-A do Código Penal, incluído em 2021, criminaliza a perseguição reiterada, seja física ou digital. A pena é de 6 meses a 2 anos de prisão, podendo ser aumentada se houver violência ou ameaça.
No caso dos 15 Pix de um centavo, a Justiça entendeu que o envio repetitivo configurava stalking digital, mesmo sem ameaça explícita.
A Lei Maria da Penha também reconhece a violência psicológica como crime, definida como:
“Qualquer conduta que cause dano emocional e diminuição da autoestima, ou que prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento da mulher.”
O envio de mensagens ou transações com o intuito de incomodar, humilhar ou intimidar pode ser enquadrado nessa categoria.
O caso gerou polêmica nas redes sociais, com opiniões divididas:
✔ Apoio à Prisão:
❌ Críticas à Punição:
Se você ou alguém que conhece está sofrendo perseguição, assédio ou violência doméstica, é possível buscar ajuda:
📞 Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher (gratuito e confidencial);
📱 Aplicativo Direitos Humanos Brasil – Permite registrar denúncias;
🚔 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM) – Presencial ou online;
📝 Boletim de Ocorrência Online – Em alguns estados, é possível registrar pela internet.
O caso dos 15 Pix de um centavo mostra que mesmo ações aparentemente inofensivas podem configurar crimes graves, especialmente quando há uma medida protetiva em vigor.
A Justiça brasileira tem sido cada vez mais rigorosa com violência psicológica e stalking digital, reconhecendo que perseguição não precisa ser física para causar danos.
Se você está em um relacionamento abusivo ou sofre assédio, não hesite em denunciar. A lei está do seu lado.
Gostou do artigo? Compartilhe nas redes sociais e ajude a conscientizar mais pessoas sobre violência psicológica e medidas protetivas! 🚨💙