Ex-colunista do Haaretz recebeu pagamentos de lobista do Catar enquanto trabalhava no jornal – The Times of Israel

Ex-Colunista do Haaretz Recebeu Pagamentos de Lobista do Catar Enquanto Trabalhava no Jornal

Por [Seu Nome] | Publicado em [Data]


Introdução

Um escândalo envolvendo um ex-colunista do renomado jornal israelense Haaretz vem à tona após uma investigação do The Times of Israel revelar que ele recebeu pagamentos de um lobista ligado ao Catar enquanto ainda trabalhava no veículo. O caso levanta questões sobre conflito de interesses, ética jornalística e influência estrangeira na mídia.

Neste artigo, vamos analisar:
Quem é o jornalista envolvido?
Como funcionava o esquema de pagamentos?
Qual a relação do Catar com a mídia internacional?
As implicações éticas para o jornalismo
Reações do Haaretz e da comunidade jornalística


1. Quem é o Ex-Colunista do Haaretz?

O jornalista em questão é Akiva Eldar, um conhecido analista político e colunista do Haaretz por mais de três décadas. Eldar era reconhecido por suas análises críticas sobre a política israelense, especialmente em relação ao conflito israelo-palestino.

Akiva Eldar (Imagem ilustrativa – Akiva Eldar em evento público)

Durante seu tempo no Haaretz, Eldar escreveu sobre temas sensíveis, como:

  • Relações entre Israel e países árabes
  • Políticas de assentamentos na Cisjordânia
  • Influência de potências estrangeiras na região

Sua saída do jornal em 2016 foi cercada de polêmicas, mas só agora se descobriu que ele recebia pagamentos de um lobista do Catar enquanto ainda era colunista.


2. O Esquema de Pagamentos: Como Funcionava?

Segundo a investigação do The Times of Israel, Akiva Eldar recebeu dezenas de milhares de dólares de Nick Muzin, um lobista americano com fortes ligações com o governo do Catar.

Como os pagamentos eram feitos?

  • Contratos de consultoria: Eldar prestava serviços de “consultoria” para Muzin, que representava interesses do Catar nos EUA.
  • Viagens pagas: O jornalista viajou para o Catar em 2015 e 2016, com todas as despesas cobertas pelo lobista.
  • Artigos favoráveis ao Catar: Alguns de seus textos no Haaretz minimizavam críticas ao Catar, um país frequentemente acusado de financiar grupos extremistas.

Nick Muzin (Imagem ilustrativa – Nick Muzin, lobista ligado ao Catar)

O que dizem os documentos?

O The Times of Israel obteve registros financeiros que comprovam os pagamentos. Entre 2014 e 2016, Eldar recebeu pelo menos US$ 50 mil de Muzin, além de benefícios como viagens e hospedagens luxuosas.


3. A Relação do Catar com a Mídia Internacional

O Catar é conhecido por sua estratégia de influência global, que inclui:

  • Financiamento de veículos de mídia (como a Al Jazeera)
  • Lobby agressivo nos EUA e Europa
  • Apoio a grupos políticos e jornalistas simpáticos

Casos semelhantes de influência do Catar na mídia

  • Al Jazeera: O canal de notícias catari é acusado de viés pró-Catar e de promover narrativas favoráveis ao governo.
  • Jornalistas pagos: Outros repórteres e analistas já foram acusados de receber dinheiro do Catar em troca de cobertura positiva.
  • Universidades e think tanks: O Catar financia centros de estudos em universidades ocidentais, influenciando debates acadêmicos.

Al Jazeera (Imagem ilustrativa – Sede da Al Jazeera em Doha, Catar)


4. As Implicações Éticas para o Jornalismo

O caso de Akiva Eldar levanta sérias questões éticas sobre:
Conflito de interesses: Um jornalista pode receber dinheiro de um governo estrangeiro enquanto escreve sobre política internacional?
Transparência: Eldar deveria ter declarado esses pagamentos ao Haaretz?
Credibilidade: Como isso afeta a confiança do público no jornalismo?

O que dizem os códigos de ética jornalística?

  • Sociedade de Jornalistas Profissionais (SPJ): Proíbe conflitos de interesse e exige transparência.
  • Haaretz: Tem um código de conduta que proíbe jornalistas de receberem pagamentos de fontes ou governos.
  • Federação Internacional de Jornalistas (IFJ): Condena qualquer forma de suborno ou influência externa.

5. Reações do Haaretz e da Comunidade Jornalística

Resposta do Haaretz

O jornal não comentou diretamente o caso, mas uma fonte interna afirmou que:

“O Haaretz tem políticas rígidas contra conflitos de interesse. Se soubéssemos desses pagamentos na época, teríamos tomado medidas.”

Reações de outros jornalistas

  • Críticos: Acusam Eldar de trair a ética jornalística e de ter sido comprado pelo Catar.
  • Defensores: Argumentam que ele sempre foi um jornalista independente e que os pagamentos não influenciaram sua cobertura.

Declaração de Akiva Eldar

Em entrevista ao The Times of Israel, Eldar admitiu ter recebido dinheiro de Muzin, mas negou que isso tenha afetado seu trabalho:

“Eu sempre mantive minha independência. Os pagamentos eram por consultoria, não por artigos específicos.”


6. Conclusão: Um Escândalo que Abala a Credibilidade da Mídia

O caso de Akiva Eldar é mais um exemplo de como governos estrangeiros tentam influenciar a mídia por meio de lobistas e pagamentos. Para o jornalismo, isso representa um grande risco à credibilidade, especialmente em um momento em que a confiança na imprensa está em baixa.

Lições aprendidas:

Transparência é fundamental: Jornalistas devem declarar qualquer pagamento externo.
Conflito de interesses deve ser evitado: Receber dinheiro de governos ou lobistas compromete a imparcialidade.
Veículos de mídia precisam de políticas mais rígidas: O Haaretz e outros jornais devem reforçar suas regras éticas.


Perguntas Frequentes (FAQ)

1. O Haaretz sabia dos pagamentos?

Não há evidências de que o jornal soubesse na época. Eldar não declarou os pagamentos.

2. O Catar influencia outros jornalistas?

Sim, há relatos de outros repórteres e analistas que receberam dinheiro ou benefícios do Catar.

3. O que acontece agora com Akiva Eldar?

Ele não enfrenta acusações criminais, mas sua reputação como jornalista foi manchada.

4. Como evitar casos como esse no futuro?

Jornais devem exigir declarações de renda externa e proibir pagamentos de governos ou lobistas.


Fontes e Referências


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Imagens utilizadas são ilustrativas e de domínio público.

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