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Por [Seu Nome] | Publicado em [Data]
A relação entre fintechs e instituições financeiras tradicionais tem sido um dos temas mais debatidos no mercado financeiro global. Recentemente, o CEO do PicPay, Roberto Sallouti, fez uma declaração polêmica em entrevista ao Estadão: “A Mastercard está se tornando mais um banco tradicional do que uma fintech, e isso não afeta os investidores.”
Mas o que isso realmente significa? Como essa mudança de posicionamento da Mastercard impacta o mercado de pagamentos digitais? E por que o CEO de uma das maiores fintechs do Brasil afirma que isso não é um problema para os investidores?
Neste artigo, vamos analisar:
✅ O que diferencia uma fintech de um banco tradicional?
✅ Por que a Mastercard está se aproximando do modelo bancário?
✅ Como isso afeta o PicPay e outras fintechs?
✅ O que os investidores devem considerar diante dessa transformação?
Antes de entender a declaração de Sallouti, é importante esclarecer as diferenças entre fintechs e bancos tradicionais.
| Característica | Fintech | Banco Tradicional |
|---|---|---|
| Modelo de Negócio | Focado em tecnologia e inovação | Estrutura consolidada e regulamentada |
| Experiência do Usuário | Digital-first, ágil e personalizada | Processos burocráticos, presença física |
| Regulação | Menos rígida (dependendo do país) | Altamente regulamentado (Bacen, CVM) |
| Custos Operacionais | Baixos (sem agências físicas) | Altos (infraestrutura, pessoal) |
| Produtos Oferecidos | Cartões, contas digitais, empréstimos, investimentos | Contas correntes, empréstimos, investimentos, seguros |
| Inovação | Rápida adaptação a novas tecnologias | Processos lentos de implementação |
As fintechs surgiram como uma alternativa aos bancos tradicionais, oferecendo serviços mais ágeis, com menos burocracia e custos reduzidos. No entanto, à medida que crescem, muitas delas acabam adotando práticas semelhantes às dos bancos, como regulação mais rígida, parcerias com instituições financeiras e expansão de produtos.
A Mastercard, historicamente conhecida como uma empresa de pagamentos e processamento de transações, tem passado por uma transformação significativa nos últimos anos.
A empresa tem investido pesado em soluções financeiras além dos cartões, como:

Fonte: Mastercard Brasil – Serviços Financeiros
Para acelerar essa transição, a Mastercard tem adquirido empresas que complementam seu portfólio:
Essas aquisições mostram que a Mastercard não quer mais ser apenas uma bandeira de cartões, mas sim uma plataforma financeira completa, competindo diretamente com bancos e fintechs.
Assim como os bancos, a Mastercard agora precisa lidar com regulações mais rígidas, especialmente em mercados como o Brasil, onde o Banco Central tem aumentado o controle sobre instituições de pagamento.
O PicPay, uma das maiores fintechs do Brasil, tem uma relação próxima com a Mastercard. A empresa usa a bandeira em seus cartões pré-pagos e também oferece serviços de pagamento e crédito.
Segundo Roberto Sallouti, CEO do PicPay, a transformação da Mastercard em um “quase banco” não é uma ameaça, mas sim uma oportunidade de parceria.
“A Mastercard está se tornando mais um banco, mas isso não nos afeta porque ela continua sendo uma parceira estratégica. Nós não competimos diretamente com ela, mas sim usamos sua infraestrutura para oferecer serviços aos nossos clientes.” – Roberto Sallouti, CEO do PicPay
Enquanto o PicPay vê a Mastercard como uma aliada, outras fintechs podem enfrentar maior concorrência, especialmente aquelas que oferecem:
Se a Mastercard começar a oferecer serviços bancários completos, essas fintechs podem perder espaço no mercado.
A declaração de Sallouti reforça que, para o PicPay, a mudança da Mastercard não é um risco, mas sim uma evolução natural do mercado. No entanto, os investidores devem ficar atentos a alguns pontos:
A empresa não vai abrir agências físicas, mas está integrando serviços bancários em sua plataforma, o que pode:
✅ Aumentar sua receita (com taxas de serviços financeiros)
❌ Aumentar a concorrência para fintechs que dependem de parcerias com bancos
Se a Mastercard começar a oferecer empréstimos, contas correntes e investimentos, ela precisará de licenças bancárias em vários países, o que pode:
✅ Aumentar sua credibilidade (como um banco digital)
❌ Tornar seus processos mais lentos (devido à burocracia)
Fintechs que não competem diretamente com a Mastercard (como o PicPay) podem se beneficiar:
Se a Mastercard se consolidar como um banco digital global, algumas fintechs podem:
✅ Ser adquiridas (como aconteceu com a Nu Holdings pelo Nubank)
❌ Perder mercado (se não conseguirem competir em escala)
A transformação da Mastercard em um player mais próximo de um banco tradicional é uma tendência natural do mercado financeiro. Com a digitalização dos serviços, as linhas entre fintechs, bandeiras de cartão e bancos estão cada vez mais tênues.
Para o PicPay, essa mudança não representa uma ameaça, mas sim uma oportunidade de crescimento. Já para outras fintechs, o cenário pode ser mais desafiador, exigindo diferenciação e inovação constante.
✔ Acompanhar as movimentações da Mastercard (novas aquisições, parcerias)
✔ Analisar como as fintechs estão se posicionando (parcerias vs. concorrência)
✔ Diversificar investimentos (não depender apenas de um modelo de negócio)
✔ Ficar de olho na regulação (Bacen, CVM e leis de Open Banking)
No fim das contas, a declaração de Sallouti reforça que o mercado financeiro está em constante evolução, e as empresas que souberem se adaptar sairão na frente.
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Deixe seu comentário: Você acha que a Mastercard vai se tornar um banco digital completo? Como isso afetaria as fintechs brasileiras?
Fontes: Estadão, Mastercard, PicPay, Banco Central do Brasil