Golpe do Pix: conheça as 7 fraudes mais comuns e como se proteger – Estado de Minas

Golpe do Pix: Conheça as 7 Fraudes Mais Comuns e Como se Proteger

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, revolucionou a forma como os brasileiros realizam transações financeiras. Rápido, prático e sem taxas, ele se tornou o método preferido de milhões de pessoas. No entanto, sua popularidade também atraiu criminosos, que desenvolveram golpes cada vez mais sofisticados para roubar dinheiro das vítimas.

Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os golpes envolvendo o Pix cresceram mais de 300% em 2023 em comparação com o ano anterior. Por isso, é fundamental conhecer as fraudes mais comuns e saber como se proteger.

Neste artigo, vamos detalhar os 7 golpes do Pix mais frequentes, mostrar exemplos reais e dar dicas para evitar cair em armadilhas. Confira!


1. Golpe do Falso Funcionário do Banco

Como funciona?

Os criminosos entram em contato com a vítima se passando por funcionários de bancos, fintechs ou até mesmo do Banco Central. Eles alegam problemas na conta, como bloqueio de segurança, suspeita de fraude ou necessidade de atualização cadastral.

A vítima é orientada a gerar um código Pix ou a transferir dinheiro para uma conta “segura”, que na verdade pertence aos golpistas.

Exemplo real:

Uma idosa recebeu uma ligação de um suposto funcionário do banco dizendo que sua conta havia sido invadida. Para “resolver o problema”, ela deveria transferir R$ 5.000 via Pix para uma conta de segurança. Após a transferência, o golpista desapareceu.

Como se proteger?

Nunca forneça dados pessoais ou códigos por telefone.
Bancos nunca pedem transferências para “contas seguras”.
Desligue e ligue diretamente para o banco usando o número oficial.
Ative a autenticação em dois fatores (2FA) em todas as contas.


2. Golpe do Falso Parente ou Amigo em Apuros

Como funciona?

Os criminosos usam redes sociais, WhatsApp ou ligações para se passar por um parente ou amigo da vítima. Eles inventam uma emergência, como um acidente, sequestro ou dívida urgente, e pedem dinheiro via Pix.

Exemplo real:

Um jovem recebeu uma mensagem no WhatsApp de um número desconhecido, mas com a foto de seu primo. O golpista disse que estava preso e precisava de R$ 2.000 para pagar a fiança. Sem verificar, o jovem transferiu o dinheiro.

Como se proteger?

Confirme a identidade da pessoa por outro meio (ligação, vídeo).
Desconfie de pedidos urgentes e fora do comum.
Nunca envie dinheiro sem ter certeza de quem está do outro lado.
Use senhas ou códigos combinados com familiares para emergências.


3. Golpe do Falso Leilão ou Promoção

Como funciona?

Os golpistas criam sites falsos de leilões, lojas online ou promoções imperdíveis (como “iPhone por R$ 500”). A vítima é induzida a fazer um pagamento via Pix para garantir o produto, mas nunca recebe nada.

Exemplo real:

Uma mulher viu um anúncio no Instagram de um carro seminovo por R$ 15.000. Ela entrou em contato, fez o Pix e recebeu um comprovante falso. Quando tentou buscar o veículo, descobriu que o vendedor não existia.

Como se proteger?

Pesquise a reputação da loja ou vendedor (Reclame Aqui, Google).
Desconfie de preços muito abaixo do mercado.
Prefira pagar com cartão de crédito (que permite estorno).
Nunca faça Pix para pessoas físicas em compras online.


4. Golpe do QR Code Falso

Como funciona?

Os criminosos clonam QR Codes de estabelecimentos ou criam códigos falsos para doações, pagamentos de contas ou compras. Quando a vítima escaneia, o dinheiro vai para a conta dos golpistas.

Exemplo real:

Um restaurante colocou um QR Code na mesa para pagamento. Um cliente escaneou, mas o código havia sido substituído por um falso durante a noite. O dinheiro foi para uma conta criminosa.

Como se proteger?

Verifique sempre o nome do recebedor antes de confirmar o Pix.
Prefira digitar a chave Pix manualmente em vez de escanear QR Codes em locais públicos.
Em estabelecimentos, confira se o QR Code está colado de forma segura.


5. Golpe do Pix Agendado (ou “Pix Reverso”)

Como funciona?

Os golpistas enviam um Pix agendado para a vítima e, em seguida, cancelam a transação. No entanto, eles alegam que o dinheiro foi enviado por engano e pedem a devolução. Quando a vítima faz o estorno, o Pix original não é cancelado, e ela perde o valor duas vezes.

Exemplo real:

Um homem recebeu um Pix de R$ 1.000 de um desconhecido. Logo depois, o golpista ligou dizendo que havia sido um erro e pediu a devolução. O homem fez o estorno, mas o Pix original não foi cancelado, e ele perdeu R$ 2.000.

Como se proteger?

Nunca devolva um Pix sem confirmar se o dinheiro realmente saiu da sua conta.
Verifique o extrato antes de fazer qualquer estorno.
Se receber um Pix por engano, entre em contato com o banco para orientações.


6. Golpe do Falso Investimento ou Rendimento Alto

Como funciona?

Os criminosos oferecem investimentos com rendimentos absurdos (como “dobrar seu dinheiro em 24 horas”) e pedem um depósito inicial via Pix. Após o pagamento, eles somem.

Exemplo real:

Um influenciador digital prometeu 100% de retorno em 7 dias para quem investisse R$ 500 via Pix. Mais de 200 pessoas caíram no golpe, e o dinheiro nunca foi devolvido.

Como se proteger?

Desconfie de promessas de lucro fácil e rápido.
Pesquise sobre a empresa ou pessoa antes de investir.
Nunca faça transferências para contas pessoais em investimentos.
Use plataformas regulamentadas pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários).


7. Golpe do Falso Empréstimo ou Crédito Fácil

Como funciona?

Os golpistas oferecem empréstimos com juros baixos e sem burocracia, mas exigem um depósito antecipado (como “taxa de cadastro” ou “seguro”) via Pix. Após o pagamento, eles desaparecem.

Exemplo real:

Uma mulher com nome sujo viu um anúncio de empréstimo de R$ 10.000 sem consulta ao SPC/Serasa. Ela fez um Pix de R$ 500 como “taxa de liberação”, mas nunca recebeu o dinheiro.

Como se proteger?

Bancos e financeiras não cobram taxas antecipadas para empréstimos.
Desconfie de ofertas muito boas para quem está negativado.
Pesquise a empresa no Banco Central e no Reclame Aqui.
Nunca faça Pix para pessoas físicas em operações de crédito.


Como Denunciar um Golpe do Pix?

Se você foi vítima de um golpe do Pix, siga esses passos:

  1. Registre um Boletim de Ocorrência (BO) na delegacia ou online (em alguns estados).
  2. Avise seu banco imediatamente para tentar bloquear a transação.
  3. Denuncie no Banco Central pelo site www.bcb.gov.br.
  4. Informe a plataforma usada no golpe (WhatsApp, Instagram, Mercado Livre, etc.).
  5. Compartilhe sua experiência em redes sociais para alertar outras pessoas.

Dicas Gerais para se Proteger do Golpe do Pix

🔹 Use chaves Pix aleatórias (CPF, e-mail ou telefone são mais fáceis de rastrear).
🔹 Ative notificações de transações no seu banco.
🔹 Nunca compartilhe senhas ou códigos de segurança.
🔹 Verifique sempre o nome do recebedor antes de confirmar o Pix.
🔹 Desconfie de mensagens urgentes ou pedidos de dinheiro inesperados.
🔹 Mantenha seu celular e apps atualizados para evitar invasões.


Conclusão

O Pix é uma ferramenta segura, mas os golpistas estão sempre inventando novas formas de enganar as pessoas. Conhecer as fraudes mais comuns é o primeiro passo para se proteger.

Se você seguir as dicas deste artigo, suas chances de cair em um golpe serão muito menores. Lembre-se: na dúvida, não faça a transferência!

E você, já passou por alguma tentativa de golpe do Pix? Compartilhe sua experiência nos comentários!


Gostou do artigo? Compartilhe com amigos e familiares para ajudá-los a se proteger! 🚀

(Imagens ilustrativas podem ser adicionadas para cada golpe, como prints de mensagens falsas, QR Codes adulterados e exemplos de sites fraudulentos.)


Fontes:

  • Febraban (Federação Brasileira de Bancos)
  • Banco Central do Brasil
  • Polícia Civil de Minas Gerais
  • Reclame Aqui

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