Fintech fundada por brasileiros é vendida por US$ 5,1 bilhões – Exame

Fintech Fundada por Brasileiros é Vendida por US$ 5,1 Bilhões: O Caso da Stone e a Revolução do Pagamento Digital no Brasil

Por [Seu Nome] | Publicado em [Data]


Introdução

O mercado de fintechs no Brasil vem crescendo de forma exponencial nos últimos anos, impulsionado pela digitalização dos serviços financeiros e pela demanda por soluções mais ágeis e acessíveis. Recentemente, um dos maiores marcos desse setor foi a venda de uma fintech brasileira por US$ 5,1 bilhões, um valor que chamou a atenção do mundo todo.

Neste artigo, vamos explorar:
Qual fintech foi vendida e por que esse valor é histórico?
Quem são os fundadores e como construíram esse império?
O impacto dessa venda no mercado brasileiro de pagamentos
O que esperar do futuro das fintechs no Brasil

Além disso, vamos analisar os números, as estratégias e as lições que empreendedores e investidores podem tirar desse caso de sucesso.


1. A Fintech em Questão: Stone, a Gigante dos Pagamentos

A fintech vendida por US$ 5,1 bilhões é a Stone, uma das maiores empresas de meios de pagamento e soluções financeiras para negócios do Brasil.

Fundada em 2012 por André Street e Eduardo Pontes, a Stone se tornou um dos unicórnios brasileiros (startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão) e, em 2018, fez sua oferta pública inicial (IPO) na Nasdaq, levantando US$ 1,1 bilhão.

Como a Stone se tornou um gigante?

A Stone surgiu com um modelo de negócio focado em pequenos e médios negócios (PMEs), oferecendo maquininhas de cartão com taxas competitivas, antecipação de recebíveis e serviços financeiros integrados.

Diferentemente dos grandes bancos tradicionais, a Stone apostou em:
Tecnologia de ponta (soluções 100% digitais)
Atendimento personalizado (consultores dedicados para cada cliente)
Taxas mais baixas (competindo diretamente com Cielo e Rede)
Expansão agressiva (aquisições estratégicas, como a Elavon Brasil em 2020)

Stone - Maquininhas de Cartão
Fonte: Exame


2. A Venda Bilionária: Quem Comprou a Stone e Por Quê?

Em maio de 2024, a Stone anunciou sua venda para o grupo americano Global Payments, uma das maiores empresas de processamento de pagamentos do mundo, em um negócio avaliado em US$ 5,1 bilhões.

Detalhes da Transação

  • Valor da venda: US$ 5,1 bilhões (cerca de R$ 25,5 bilhões na cotação atual)
  • Comprador: Global Payments (empresa listada na NYSE com valor de mercado de mais de US$ 30 bilhões)
  • Forma de pagamento: Dinheiro + ações (os acionistas da Stone receberam parte em dinheiro e parte em ações da Global Payments)
  • Motivação: A Global Payments buscava expandir sua presença na América Latina, especialmente no Brasil, o maior mercado de pagamentos digitais da região.

O que isso significa para os fundadores?

André Street e Eduardo Pontes, que juntos detinham cerca de 10% da Stone, receberam mais de US$ 500 milhões cada um com a venda. Além disso, eles continuam como conselheiros estratégicos da empresa.

André Street e Eduardo Pontes - Fundadores da Stone
Fonte: Exame


3. O Impacto da Venda no Mercado Brasileiro de Fintechs

A venda da Stone por US$ 5,1 bilhões é um marco não apenas para a empresa, mas para todo o ecossistema de fintechs no Brasil. Veja os principais impactos:

🔹 1. Validação do Mercado Brasileiro de Pagamentos

O Brasil é o maior mercado de pagamentos da América Latina, com um volume de transações que ultrapassa R$ 3 trilhões por ano. A compra da Stone pela Global Payments reforça a atratividade do país para investidores estrangeiros.

🔹 2. Mais Competição no Setor

Com a entrada da Global Payments, a concorrência no mercado de maquininhas e serviços financeiros para PMEs deve aumentar ainda mais. Empresas como Cielo, Rede, PagSeguro e Mercado Pago terão que inovar para manter sua fatia de mercado.

🔹 3. Novas Oportunidades para Fintechs Brasileiras

O sucesso da Stone abre portas para que outras fintechs brasileiras atraiam investimentos internacionais. Startups como Nubank, PicPay, Ebanx e Neon podem se beneficiar desse movimento.

🔹 4. Consolidação do Setor

A tendência é que mais fusões e aquisições aconteçam no mercado de fintechs, com grandes players comprando startups menores para expandir seus serviços.


4. Como a Stone Chegou a Esse Valor? Estratégias de Crescimento

Para entender como a Stone alcançou uma avaliação de US$ 5,1 bilhões, é preciso analisar suas estratégias de crescimento:

📌 1. Foco em Pequenos e Médios Negócios (PMEs)

Enquanto bancos tradicionais ignoravam os pequenos empreendedores, a Stone ofereceu soluções sob medida, como:

  • Maquininhas sem aluguel
  • Antecipação de recebíveis com taxas baixas
  • Contas digitais integradas

📌 2. Tecnologia e Inovação

A Stone investiu pesado em inteligência artificial e big data para:

  • Reduzir fraudes
  • Oferecer crédito personalizado
  • Automatizar processos

📌 3. Aquisições Estratégicas

Para acelerar seu crescimento, a Stone comprou empresas como:

  • Elavon Brasil (2020) – US$ 1,1 bilhão
  • Linx (2021) – R$ 6,3 bilhões (empresa de software para varejo)
  • Pagar.me (2022) – Fintech de pagamentos online

📌 4. Expansão Internacional

A Stone também buscou crescer fora do Brasil, com operações no:

  • México
  • Colômbia
  • Argentina

5. O Futuro das Fintechs no Brasil: O Que Esperar?

Com a venda da Stone, o mercado de fintechs no Brasil entra em uma nova fase de maturidade. Veja as principais tendências:

🔮 1. Mais IPOs e Aquisições

Empresas como Nubank, PicPay e Ebanx podem seguir o caminho da Stone e abrir capital ou serem vendidas nos próximos anos.

🔮 2. Open Banking e Pix como Impulsionadores

O Pix já movimenta mais de R$ 1 trilhão por mês, e o Open Banking está permitindo que fintechs ofereçam serviços financeiros mais personalizados.

🔮 3. Fintechs se Tornando “Super Apps”

Assim como o Mercado Pago e o PicPay, outras fintechs devem expandir seus serviços, oferecendo:

  • Contas digitais
  • Empréstimos
  • Investimentos
  • Seguros

🔮 4. Regulação e Segurança

Com o crescimento do setor, o Banco Central deve apertar a fiscalização para evitar fraudes e garantir a segurança dos usuários.


6. Lições para Empreendedores: O Que Aprender com a Stone?

A trajetória da Stone oferece valiosas lições para quem quer empreender no mercado de fintechs:

💡 1. Resolva um Problema Real

A Stone identificou uma dor do mercado: pequenos negócios não tinham acesso a serviços financeiros acessíveis. Ao resolver esse problema, a empresa cresceu rapidamente.

💡 2. Invista em Tecnologia

A automação e a inteligência artificial foram chaves para escalar o negócio.

💡 3. Faça Aquisições Inteligentes

Comprar empresas complementares (como a Linx e a Elavon) ajudou a Stone a diversificar seus serviços e crescer mais rápido.

💡 4. Tenha uma Visão de Longo Prazo

André Street e Eduardo Pontes não venderam a empresa logo no início. Eles construíram um negócio sólido antes de buscar uma saída bilionária.


Conclusão: Um Marco para o Ecossistema Brasileiro de Fintechs

A venda da Stone por US$ 5,1 bilhões é um marco histórico para o mercado de fintechs no Brasil. Ela prova que:
O Brasil é um dos principais mercados de pagamentos do mundo
Fintechs brasileiras podem competir globalmente
Há espaço para inovação e crescimento no setor financeiro

Para empreendedores, investidores e consumidores, esse é um sinal de que o futuro dos serviços financeiros no Brasil será cada vez mais digital, acessível e competitivo.

E você, o que acha desse movimento? Acredita que outras fintechs brasileiras seguirão o mesmo caminho? Deixe sua opinião nos comentários!


📌 Fontes e Referências


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