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Por [Seu Nome] | Brazil Journal
O Santander Brasil vem surpreendendo o mercado financeiro nos últimos anos com uma estratégia ousada e, à primeira vista, pouco glamourosa: ser um “banco chato”. Enquanto concorrentes como Itaú e Bradesco investem pesado em inovação digital, fintechs e experiências premium, o Santander optou por um caminho mais tradicional, focado em eficiência operacional, redução de custos e rentabilidade.
E os resultados estão aparecendo. Em 2023, o banco registrou um ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) de 18,5%, um dos melhores do setor. Agora, a meta é ainda mais ambiciosa: atingir 20% de ROE até 2025. Mas como o Santander pretende chegar lá? E por que essa estratégia está funcionando?
Neste artigo, vamos analisar:
✅ O que é o “banco chato” e por que o Santander adotou essa abordagem
✅ Os números que mostram o sucesso da estratégia
✅ As alavancas que podem levar o banco a 20% de ROE
✅ Os riscos e desafios dessa abordagem
✅ Comparação com concorrentes como Itaú e Bradesco
O termo “banco chato” foi cunhado pelo próprio CEO do Santander Brasil, Mario Leão, em 2021. A ideia é simples: menos frescura, mais eficiência.
Enquanto outros bancos investem em apps sofisticados, parcerias com fintechs e experiências premium, o Santander decidiu focar em:
🔹 Redução de custos operacionais (menos agências, mais digitalização básica)
🔹 Foco em produtos tradicionais (crédito consignado, financiamento de veículos, cartões de crédito)
🔹 Menor exposição a riscos (evitando empréstimos de alto risco para empresas e pessoas físicas)
🔹 Disciplina na concessão de crédito (mesmo que isso signifique crescer menos em volume)
O mercado bancário brasileiro é extremamente competitivo, com margens apertadas e alta inadimplência. Enquanto bancos como Nubank e Inter crescem com modelos digitais agressivos, o Santander percebeu que não precisava competir em inovação, mas sim em rentabilidade.
Ao evitar investimentos pesados em tecnologia e marketing, o banco consegue manter custos baixos e margens altas, mesmo com um crescimento mais moderado.
Desde que adotou a abordagem do “banco chato”, o Santander vem entregando resultados consistentes. Veja alguns números:
| Indicador | 2021 | 2022 | 2023 | Variação (2021-2023) |
|---|---|---|---|---|
| ROE (Retorno sobre PL) | 15,2% | 17,8% | 18,5% | +3,3 p.p. |
| Margem Financeira | R$ 30,1 bi | R$ 35,8 bi | R$ 38,2 bi | +26,9% |
| Lucro Líquido | R$ 10,5 bi | R$ 14,2 bi | R$ 15,8 bi | +50,5% |
| Custo/Receita | 48,5% | 45,2% | 43,8% | -4,7 p.p. |
| Inadimplência (>90 dias) | 3,1% | 2,8% | 2,6% | -0,5 p.p. |
Fonte: Relatórios Financeiros do Santander Brasil
| Banco | ROE | Lucro Líquido | Custo/Receita |
|---|---|---|---|
| Santander | 18,5% | R$ 15,8 bi | 43,8% |
| Itaú | 20,1% | R$ 30,7 bi | 45,1% |
| Bradesco | 16,3% | R$ 21,5 bi | 52,3% |
| Banco do Brasil | 17,2% | R$ 25,3 bi | 50,5% |
Fonte: Relatórios Financeiros dos Bancos
Apesar de não ser o líder em ROE (o Itaú ainda está à frente), o Santander melhorou sua posição de forma consistente, enquanto o Bradesco, por exemplo, vem perdendo eficiência.
✔ Melhoria contínua no ROE (de 15,2% em 2021 para 18,5% em 2023)
✔ Crescimento do lucro líquido acima da média do setor
✔ Redução da inadimplência (mesmo em um cenário econômico desafiador)
✔ Eficiência operacional superior (custo/receita mais baixo que Itaú e Bradesco)
O Santander já está perto da meta de 20% de ROE, mas ainda há espaço para melhorias. Segundo analistas, as principais alavancas para atingir esse objetivo são:
O Santander é líder em crédito consignado no Brasil, um produto de baixo risco e alta rentabilidade. Em 2023, a carteira de consignado cresceu 12%, e a expectativa é que continue expandindo.
Por que é importante?

Fonte: Santander Brasil
Enquanto o Nubank e o Inter investem bilhões em tecnologia, o Santander optou por uma digitalização mais simples e eficiente.
Resultado: O custo/receita caiu de 48,5% em 2021 para 43,8% em 2023, um dos melhores índices do setor.
O Santander tem sido mais seletivo na concessão de crédito, evitando empréstimos de alto risco para empresas e pessoas físicas.
Resultado: A inadimplência caiu de 3,1% em 2021 para 2,6% em 2023, mesmo com o aumento da taxa de juros.
Além do crédito, o Santander vem aumentando sua receita com serviços, como:
Meta: Aumentar a participação do fee income na receita total de 30% para 35% até 2025.
Apesar dos bons resultados, a estratégia do “banco chato” tem riscos e limitações:
Enquanto o Itaú e o Bradesco crescem em volume de crédito e base de clientes, o Santander cresce menos, mas com mais rentabilidade.
Risco: Se o mercado bancário se tornar ainda mais competitivo, o Santander pode perder participação de mercado.
O consignado é um produto seguro, mas com limites de crescimento. Se a demanda por esse tipo de crédito diminuir, o Santander pode ter dificuldades para manter o ROE alto.
Enquanto o Santander se mantém “chato”, concorrentes como Nubank, Inter e C6 Bank investem em tecnologia, experiência do cliente e novos produtos.
Risco: No longo prazo, o banco pode perder relevância para clientes mais jovens e digitais.
Se a taxa de juros cair muito ou a inadimplência aumentar, o Santander pode ter dificuldades para manter suas margens.
Para entender se a estratégia do Santander é realmente vencedora, vale comparar com seus principais concorrentes:
| Indicador | Santander | Itaú | Bradesco |
|---|---|---|---|
| ROE (2023) | 18,5% | 20,1% | 16,3% |
| Crescimento do Crédito (2023) | 8% | 15% | 10% |
| Custo/Receita (2023) | 43,8% | 45,1% | 52,3% |
| Inadimplência (>90 dias) | 2,6% | 2,9% | 3,5% |
| Estratégia | “Banco chato” (eficiência) | Inovação + escala | Recuperação operacional |
✅ Santander:
❌ Desafios:
✅ Itaú:
❌ Desafios:
✅ Bradesco:
❌ Desafios:
Conclusão: O Santander está no caminho certo em termos de rentabilidade, mas precisa equilibrar crescimento e inovação para não ficar para trás.
A estratégia do Santander é ousada, mas inteligente. Em um mercado onde muitos bancos gastam fortunas em inovação sem garantir retorno, o Santander optou por fazer menos, mas fazer melhor.
Os números mostram que a abordagem está funcionando:
✔ ROE em alta (18,5% em 2023)
✔ Lucro crescente (R$ 15,8 bi em 2023)
✔ Eficiência operacional superior (custo/receita de 43,8%)
A meta de 20% de ROE até 2025 é ambiciosa, mas possível, desde que:
✅ O crédito consignado continue crescendo
✅ A inadimplência se mantenha baixa
✅ O banco consiga aumentar a receita com serviços (fee income)
✅ A economia brasileira não piore drasticamente
Se o Santander conseguir manter o equilíbrio entre rentabilidade e crescimento, pode se tornar o banco mais eficiente do Brasil – mesmo que continue sendo “chato”.
E você, o que acha dessa estratégia? Prefere um banco inovador ou um banco eficiente? Deixe sua opinião nos comentários!
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