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Por [Seu Nome] | Publicado em [Data]
Em uma audiência histórica no Senado dos Estados Unidos, o co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, enfrentou perguntas difíceis sobre os pagamentos residuais (royalties) para atores, roteiristas e outros profissionais da indústria do entretenimento. Durante o depoimento, Sarandos adotou uma postura evasiva, afirmando que a questão “não é um sim ou não”, gerando críticas de sindicatos e artistas.
A discussão faz parte de um debate maior sobre direitos trabalhistas na era do streaming, onde plataformas como Netflix, Amazon Prime e Disney+ lucram bilhões, enquanto muitos profissionais alegam receber pagamentos insuficientes por seu trabalho.
Neste artigo, vamos analisar:
✅ O que são pagamentos residuais e por que são importantes?
✅ O que Ted Sarandos disse na audiência do Senado?
✅ As reações de sindicatos e artistas
✅ O impacto dessa discussão no futuro da Netflix e do streaming
Os pagamentos residuais (ou royalties) são compensações adicionais que atores, roteiristas, diretores e outros profissionais recebem quando uma obra é reexibida, vendida para outras plataformas ou licenciada.
Antes do streaming, os residuais eram calculados com base em:
Por exemplo, um ator de uma série de sucesso como Friends ou The Big Bang Theory recebia pagamentos recorrentes toda vez que um episódio era reprisado.
Com o surgimento da Netflix, Amazon Prime e outras plataformas, o modelo mudou:
📌 Exemplo real: Atores de Stranger Things e The Crown já reclamaram publicamente que seus pagamentos residuais são insuficientes, mesmo com o sucesso global das séries.
Em 16 de julho de 2024, Ted Sarandos compareceu a uma audiência no Comitê Judiciário do Senado dos EUA, onde foi questionado sobre os pagamentos residuais pela senadora Amy Klobuchar (D-MN).
Klobuchar perguntou:
“A Netflix paga residuais justos para atores e roteiristas, sim ou não?”
Em vez de dar uma resposta clara, Sarandos disse:
“Não é um sim ou não. É uma questão complexa. Nossos contratos são negociados individualmente com cada estúdio e artista. Não é como na TV tradicional, onde havia um modelo padrão.”
Ele ainda argumentou que a Netflix investe bilhões em produções originais e que os pagamentos dependem de acordos específicos.
✔ A Netflix paga mais do que a TV tradicional em alguns casos (mas não especificou quais).
✔ O modelo de streaming é diferente e não pode ser comparado ao da TV aberta.
✔ Os sindicatos (SAG-AFTRA, WGA) já negociaram acordos com a empresa.
A resposta de Sarandos não agradou aos profissionais da indústria, que acusam a Netflix de falta de transparência e exploração.
O SAG-AFTRA (Screen Actors Guild – American Federation of Television and Radio Artists) emitiu um comunicado dizendo:
“A resposta de Sarandos é inaceitável. Os artistas merecem saber exatamente como são remunerados. A Netflix não pode se esconder atrás de ‘complexidade’ enquanto lucra bilhões.”
A Writers Guild of America (WGA) também criticou:
“Os residuais no streaming são uma fração do que eram na TV. A Netflix e outras plataformas estão enriquecendo às custas dos trabalhadores criativos.”
Vários atores e roteiristas usaram as redes sociais para expressar sua insatisfação:
🔹 Lily James (The Crown):
“É ridículo que a Netflix não dê uma resposta clara. Eles sabem exatamente quanto pagam, mas preferem manter os artistas no escuro.”
🔹 David Harbour (Stranger Things):
“Se a Netflix pode pagar US$ 200 milhões por um filme como Red Notice, por que não pode pagar residuais justos para os atores que fazem suas séries de sucesso?”
O debate sobre pagamentos residuais vai além da Netflix e reflete um conflito maior entre:
✅ Greves e paralisações: Se os sindicatos não chegarem a um acordo, novas greves (como a de 2023) podem acontecer.
✅ Regulamentação governamental: O Senado pode pressionar por leis que obriguem as plataformas a divulgar dados financeiros e pagar residuais mínimos.
✅ Mudança no modelo de negócios: Algumas plataformas já estão testando pagamentos por visualização (como a Apple TV+), mas ainda é cedo para saber se isso será adotado em larga escala.
A Netflix e outras plataformas não vão mudar seu modelo facilmente, mas a pressão dos sindicatos e do governo pode levar a algumas mudanças:
🔹 Transparência nos contratos: Obrigar as plataformas a detalhar como os residuais são calculados.
🔹 Pagamentos baseados em audiência: Em vez de um valor fixo, os artistas receberiam uma porcentagem com base no número de visualizações.
🔹 Fundo de residuais: Criar um fundo coletivo onde as plataformas contribuiriam e os artistas receberiam pagamentos proporcionais.
📌 Matthew Belloni (The Ankler):
“A Netflix não vai ceder facilmente, mas se os sindicatos continuarem pressionando, eles podem ser forçados a negociar. O streaming não pode continuar sendo um ‘Vale do Silício’ onde só os CEOs enriquecem.”
📌 Kim Masters (The Hollywood Reporter):
“Os artistas estão cansados de serem tratados como ‘peças descartáveis’. Se as plataformas não mudarem, o público pode começar a ver mais greves e menos produções de qualidade.”
A resposta de Ted Sarandos na audiência do Senado não foi suficiente para acalmar os ânimos. Enquanto a Netflix lucra bilhões, muitos artistas ainda lutam por pagamentos justos.
O que podemos esperar?
✔ Mais pressão dos sindicatos (SAG-AFTRA e WGA).
✔ Possíveis greves se não houver acordo.
✔ Intervenção do governo para regulamentar os residuais.
Para os fãs de séries e filmes, isso pode significar:
E você, o que acha? A Netflix deveria pagar mais residuais para os artistas? Deixe sua opinião nos comentários!

Ted Sarandos durante depoimento no Senado dos EUA (Foto: Reuters)

Atores em greve em Los Angeles, exigindo melhores pagamentos (Foto: Getty Images)

Como os pagamentos mudaram com o streaming (Fonte: WGA)

Atores de Stranger Things e The Crown já reclamaram de pagamentos baixos (Foto: Netflix)
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